Tem coisas nesse armazém

Nesse armazém existe uma arma zen, pedaços de alegrias, pacotes de neurõnios, vidros de paz, sons que podemos ser, hai-cais, poesia e prosa, perfume e cheiro, muita coisa tem nesse armazém

16 junho 2013

DOLAR OU DO LAR - DESENTUPIDORA E LIMPADORA

O cliente investiu num negócio de lavagem em geral e desentupimento e queria uma logomarca e uns personagens que lembrassem ele e o filho que trabalhavam juntos. Gostei do nome que o cliente criou porque me passou uma certa ironia - Do lar é como definem a profissão da dona-de-casa que trabalha só em casa. Pensei na logo como algo que lembrasse um daqueles rótulos de detergente pra vincular com limpeza.. As figuras eu dei uma exagerada e caricaturizei. O camarada menor é o pai. Foi bem bacana de fazer e o pessoal curtiu na hora. finalizei no corel draw.


CARICATURA PARA CONVITE DE CASAMENTO: LUCIANA E MAURO

Esse levei um tempo maior para definir o desenho inicial do que para fazer a finalização e a colorização. A Luciana me trouxe uma foto e não estava muuuito atualizada. Então alguns detalhes não ficaram bem e foram trazidas outras fotos e até acertar foram dias. Pra completar, o Mauro trabalha em Santa Catarina e todo esboço que era feito eu tinha que mandar para os dois aprovarem.  Depois que resolvemos a parte do esboço foi um abraço. Na primeira vez que eles viram o material já aprovaram. Foi só questão de ajeitar o cabelo da Luciana um pouco. Meio complicado mas teve um final feliz. Curti muito fazer esse trabalho.




02 janeiro 2013

JENNIFER BLOOD - GARTH ENNIS NO SUBÚRBIO

Vestida para matar.
Comprei em outubro quando lançaram e ontem recém fui ler. Não conhecia nem a personagem nem a trama mas o nome Garth Ennis é uma garantia de boa leitura. Bom, não é aquela HQ indispensável que vai mudar o mundo mas dá pra dar umas boas risadas e curtir bastante. Jennifer Blood é uma dona de casa de dia e justiceira de noite. 


Algumas das capas incríveis de Tim Bradstreet
Cenas domésticas triviais se misturam com banhos de sangue e atos de crueldade extrema contra mafiosos com lances da vida pacata do subúrbio. Com certeza, não é só isso. Existe uma história por trás e uma boa história. Mario Puzo assinaria embaixo (ou não). Ennis brinca com os clichês do gênero e de quebra dirige seu olhar sarcástico sobre a vidinha no subúrbio - pacata e tranquila mas também com sua dose de loucura por trás das aparências. Como dizia Cazuza, de perto ninguém é normal. 
Se preparando para o trabalho.
A licenciadora americana é a Dynamite Entartainment  que, pra quem não conhece, é uma editora pequena que surgiu em 2005 mas já tem um catálogo de respeito. Além de Jennifer Blood publica a ótima The Boys, também de Garth Ennis, Red Sonja e está recauchutando velhos heróis como Fantasma, O Sombra, Flash Gordon, Buck Rogers, Zorro e a quadrinização de Game of Thrones. Infelizmente muito desse material é inédito no Brasil. Esperamos que a Panini continue trazendo mais alguma coisa desse selo. 
Vale a pena o investimento de grana e tempo. Espero que saia logo o n°2.

Ficha Técnica:
Jennifer Blood – Volume 1 - edições 1 a 6 e mais galeria de capas alternativas.
Dynamite Entertainment
Roteiro: Garth Ennis
Arte: Adriano Batista, Marcos Mars, Kewber Baal
Cores: Romulo Fajardo Jr.
Capas: Tim Bradstreet, Jonatan Lau, Ale Garza, Johnny Desjardins
Editora: Panini

25 dezembro 2012

WAYNE BORING - O PRIMEIRO FANTASMA DE SUPERMAN



WAYNE BORING nasceu em 5 de junho de 1905 em Minnesota e foi o primeiro artista a desenhar Superman, depois de Joe Shuster, um dos criadores do Homem de Aço.
Estudou artes na Chicago Art Institute e na Minnesota School Arts Começou trabalhando como artista profissional em 1937 na National Allied Publications que viria a se tornar  a DC Comics, como ghost em histórias como Slam Bradley, Dr.Occult e Spy, personagens criados por Jerry Siegel e Joe Shuster . O termo Ghost se referia aos artistas que não assinavam seus trabalhos. Prática comum na indústria da época.
Uma rara página assinada por Boring : Federal Men,
revisata Adventure 42 set  39

A mais antiga arte identificável de Boring.
Superman 5, Verão 1940
Quando Superman começou a fazer sucesso em 1938, Joe Shuster briu seu próprio estúdio e contratou alguns desenhsitas da National para ajudarem a ilustrar as histórias, Em 1940, Wayne Boring que viria a ser um dos artistas mais conhecidos que desenharam o personagem numa parceria que durou 30 anos, foi contratado. Essa foi a maior relação que qualquer artista teria com um personagem na história dos quadrinhos. No começo, Boring, como todos os artistas da casa, imitava o jeito de Shuster desenhar mas logo imporia seu estilo próprio que tinha uma igrande influência do criador e artista de Flash Gordon, Alex Raymond.
Uma página completa de Superman 5:
The Slot Machines of Slug Kelley". Verão 1940
 Por volta de 1943 também faria as páginas dominicais e as tiras diárias do personagem numa decisão da National, contrariando o Sindicato dos Quadrinhos.
Quando Stan Kaye (1916-1967) assumiu as tintas em 1943, o estilo Boring
foi estabelecido como o estilo Superman para as próximas duas décadas.
Boring em seu estúdio.
Uma pose clássica de Wayne Boring - Superman andando no ar.

"A Menina do passado do Superman",
Superman 129 maio 1959 por Bill Finger.
Wayne deixou a tira diária em 1948 e voltou a desenhar histórias em quadrinhos, a maioria dos quais com arte-final de  Stan Kaye. Ele se tornou o artista de Superman definitivo da década de 50, observem o olhar pensativo que ele deu ao Superman e Clark, a descontração aplicada às sequências de vôo (em que Superman pareciam estar caminhando pelo ar) e as paisagens espetaculares de ficção científica que ele usou para descrever Krypton e outros planetas alienígenas, criando todo o universo do Superman que serviria de base para quem viesse depois.
"O Super-Homem do Passado"
Superman-113 por Bill Finger e Wayne Boring .

Superman 141 "Retorno do Super-Homem para Krypton" 
por Jerry Siegel e Wayne Boring

Além de ser o Rei da Ação Cósmica, Boring também foi chamado para desenhar a mais emocional história do Superman.  Retorno do Super-Homem para Krypton teve roteiro de Jerry Siegel.

Action Comisc 349 - Abril 67 

Infelizmente, em 1968 com a nova editoria da DC que queria dar uma reformulada na sua linha de quadrinhos, muitos artistas foram para a rua incluindo Wayne Boring, George Papp (criador do Arqueiro Verde) e Sheldon Moldoff (criador do Lanterna Verde e durante muito tempo, Ghost de Batman).




De 68 a 70, Boring trabalhou como Ghost para ninguém menos que Hal Foster fazendo fundos para as páginas dominicais de Príncipe Valente e também passou um curto tempo na Marvel, em 1970.
 Era difícil de acreditar que ao contrário de Joe Kuber e Jack Kirby, artistas antigos, Wayne Boring não estava mais trabalhando na Indústria de Quadrinhos e não era chamado pra nada e acabou indo trabalhar como Segurança numa loja que ficava perto de onde morava.
 Esquecido pela Indústria mas não pelos fãs, que escreviam para ele e faziam com que participasse de convenções de quadrinhos. Nada lhe dava mais prazer do que conversar com os fãs e os fãs gostavam de conversar com ele. Fazia artes de Superman e outros personagens da DC para eles, colhendo um reconhecimento um pouco tardio até que em 1987 faleceu devido a um ataque cardíaco.
uma das últimas artes de Wayne Boring para o Homem de Aço.
 Wayne Boring consolidou o estilo de desenhar Superman para as gerações que viriam depois, influenciando grandes artistas. Suas histórias representam uma época que nunca mais voltará, com tramas ingênuas e pregando valores morais como amizade, lealdade, confiança e honra que ajudaram na formação de gerações de jovens leitores. Hoje em dia com toda essa legião de artistas novos e de técnicas super-apuradas com estilos que vão do hiper-realismo ao mais experimental possível é um prazer pegar um gibi antigo e ler uma boa história dessa época de ouro dos quadrinhos.